Convenção Batista Fluminense
Home Artigos O Desafio da Comunhão

O Desafio da Comunhão

190

Talvez você já tenha assistido ao filme “Náufrago”. Nele, Tom Hanks faz o papel de um homem que sobrevive a um desastre aéreo e passa quatro anos vivendo numa ilha deserta. Em virtude da falta de companhia, ele acaba por desenvolver uma “amizade” com uma bola de vôlei, à qual dá o nome de “Wilson”. É uma verdadeira alucinação: ele conversa com a bola, faz-lhe confidências, desentende-se com ela e lhe pede desculpas. A fita revela quão profunda é a necessidade humana de camaradagem e interação.

Bem, eu não conheço muita gente que converse com bolas de vôlei! No entanto, sei de várias pessoas que falam com suas plantas e animais de estimação, como se tentassem compensar, através deles, a falta de amigos. E o que dizer, então, dos sites de relacionamento, dos jogos online e de toda uma gama de produtos ofertada pela internet? A vida moderna tende a empurrar as pessoas para o isolamento. Contudo, ela também revela, de muitas formas, o alto preço que pagamos pela solidão.

Uma das primeiras coisas que Deus disse sobre os seres humanos foi: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18). Assim, já no começo da nossa história, ficava assinalada de forma clara a nossa natureza relacional. Temos necessidade de companhia e de intimidade. Quando nos trancamos dentro de nós mesmos deixamos, do lado de fora, os recursos necessários para a nossa realização. Significativamente, as duas instituições criadas por Deus – a família e a igreja – visam suprir a nossa necessidade de comunhão.

O Livro de Provérbios afirma que “o solitário busca o seu próprio desejo e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Pv 18.1). É claro que, por causa do pecado, as coisas deixaram de ser perfeitas, e que, devido a isso, até mesmo a igreja e a família podem apresentar problemas. Ainda assim, o Senhor está preocupado com a nossa saúde emocional e relacional. Não deveríamos voltar as costas para o lar, e tampouco deveríamos deixar de nos congregar. Fomos criados para a comunhão e fomos salvos para a comunhão. Com a ajuda de Deus, podemos vencer o isolamento e ter uma convivência gratificante na família e na igreja.

Pr. Marcelo Aguiar 

Deixe uma resposta