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Em quem votar?

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O cristão não pode deixar sua Bíblia em casa quando vai às urnas.

Somos cidadãos de duas cidades. Nossa pátria definitiva está nos céus, mas, enquanto caminhamos neste mundo, Deus nos colocou dentro de uma sociedade, sob governos, leis e autoridades. Por isso, votar não é escolher quem vai salvar o país. Cristo já é o nosso Salvador.

Votar é participar da escolha de homens e mulheres que receberão poder para fazer leis, administrar recursos, proteger direitos e tomar decisões que alcançarão nossas casas, nossos filhos, nossas igrejas e nossa sociedade.

Nenhum candidato é perfeito. Nenhum partido representa de fato o Reino de Deus. Por isso, o cristão não deve transformar partido em igreja, candidato em messias e ideologia em Evangelho.

Mas isso não significa que todas as escolhas sejam moralmente equivalentes. Há questões sobre as quais podemos discordar: política econômica, tamanho do Estado, impostos, programas sociais, estratégias administrativas. Cristãos igualmente sinceros podem chegar a conclusões diferentes sobre esses assuntos.

Entretanto, existem princípios que não podem simplesmente ser negociados por conveniência eleitoral. O cristão deve perguntar: o que esse candidato pretende fazer com o poder que receberá?

Como tratará a vida humana? A Escritura apresenta o ser humano como portador da imagem de Deus. Portanto, não podemos tratar a destruição deliberada da vida inocente de um feto como simples detalhe de programa político.

Como tratará a família? O cristão não pode considerar irrelevante aquilo que Deus estabeleceu na criação. Casamento, sexualidade, maternidade, paternidade e educação dos filhos não são assuntos sobre os quais a fé possa permanecer silenciosa.

Como tratará a liberdade? Permitirá que cristãos preguem toda a Palavra de Deus, inclusive quando ela contrariar os valores predominantes da cultura? Uma sociedade verdadeiramente livre deve permitir que o evangelho seja anunciado sem que o Estado determine aquilo em que a igreja pode ou não crer.

Como tratará a justiça? Abri a boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados (Provérbios 31.8). O cristão não pode ser indiferente ao pobre, ao órfão, à viúva, ao idoso, ao estrangeiro, ao explorado ou ao indefeso. Tampouco pode chamar de justiça aquilo que a Palavra de Deus chama de pecado.

E há outra pergunta: o caráter não conta? Conta. Corrupção, mentira sistemática, abuso de poder, violência, enriquecimento ilícito e desprezo pela verdade não deixam de ser pecados porque o candidato defende algumas pautas das quais gostamos. Não podemos condenar a imoralidade dos adversários e santificar a dos nossos aliados.

O cristão não deve perguntar primeiro: “Esse candidato é do meu lado?” Mas perguntar:

“Posso, diante de Deus, entregar poder a alguém comprometido com aquilo que a Palavra de Deus condena?” Nosso voto não é propriedade de partido algum. É questão de consciência diante de Deus.

Portanto, ore. Informe-se. Examine propostas. Observe o caráter. Não se deixe governar por slogans, medo, paixão partidária ou idolatria política.

E quando entrar na cabine de votação, lembre-se: você estará sozinho diante da urna, mas continuará diante de Deus, portanto, não vote nulo, nem em branco. E cuidado com a omissão, ela fala de irresponsabilidade.

Governos, Presidentes, Partidos, Impérios passam. Mas, O SENHOR estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo. (Salmos 103.19).

Vote com consciência. Vote com discernimento. Vote sem idolatria.

Porque Cristo não pedirá contas de qual partido venceu, mas nossa consciência deve permanecer cativa à Sua Palavra.

Pr. Glenio Fonseca

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