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Nossa língua como espelho da alma: o poder das palavras em nossas vidas

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“Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado.” (Mateus 12:36,37)

“Assassinato de reputações” é uma expressão que se refere ao ato intencional de difamar ou denegrir a imagem de uma pessoa ou organização por meio da disseminação de informações falsas, calúnias ou acusações graves. Geralmente, essa difamação é perpetrada por formadores de opinião ou grupos de mídia, com o propósito de prejudicar a credibilidade e a honra da vítima. Podemos dizer que os fariseus e os escribas eram formadores de opinião. Eles, sentindo inveja porque o povo admirava Jesus e, devido aos seus milagres, começava a inferir que Ele era o Messias, temiam que sua crescente fama representasse uma ameaça à sua autoridade. Por isso, acusaram-no de expulsar demônios por Belzebu, com o objetivo de desacreditá-lo (Mateus 12:24). Mas o Senhor conhecia suas intenções.

Há certas afirmações que podem parecer provenientes da verdade, cheias de boas intenções, ditas de modo persuasivo por pessoas “confiáveis” e mesmo assim carregarem um mau propósito. Portanto, devemos ter atenção e não formarmos opinião precipitadamente sobre ninguém.

Tiago nos diz que uma mesma língua pode bendizer a Deus e amaldiçoar os homens, e de uma mesma boca proceder bênção e maldição. Porém devemos estar atentos, porque a fonte se conhece pela água que jorra, e a árvore pelo seu fruto (Tiago 3:9-12), tal como nos ensinou Jesus: “Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore” (Mateus 12:33). O Senhor sabe se o que falamos é fruto de inveja, sentimentos facciosos e se consiste em mentira (Tiago 3:14); Ele conhece a fonte de nossos pensamentos.

O coração é como um depósito, de onde o homem bom tira coisas boas, e o homem mau coisas más. Assim, nossas palavras revelam sentimentos, valores e intenções, e exteriorizam quem verdadeiramente somos (Mateus 12:35).

Os versículos 36 e 37 de Mateus 12 trazem uma séria advertência: nós daremos contas a Deus de toda palavra má, seja contra o próprio Deus ou contra o próximo, uma vez que nossas palavras revelam nossa natureza, se carnal ou espiritual, de modo que por elas seremos justificados ou condenados. Sim, nosso falar revela nossa condição em relação a Cristo; se falamos ou não como filhos de Deus.

Victor Hugo tem razão quando diz que “as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade”. Todos nós somos “formadores de opinião”, alguns mais, outros menos, na família, na igreja, na sociedade. Nossas palavras têm o poder de alegrar ou entristecer, de curar ou fazer adoecer, de honrar ou envergonhar, de edificar ou escandalizar, de matar ou vivificar. Nossas palavras revelam nossas obras e por elas quem realmente somos. Que em vez de “assassinos de reputações”, sejamos promotores do bem.

Pense nisso!

Cleber Montes Moreira
Pastor da Igreja Batista de Vila Antunes, Cajati (SP)
Colunista do Portal

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