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A cooperação é caminho para cumprir a missão

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“Eu plantei, Apolo regou, mas é Deus quem dá o crescimento; de modo que nem o que planta nem o que rega são alguma coisa, mas somente Deus, que dá o crescimento” (I Co 3.6).

Paulo aborda as divisões existentes na Igreja de Corinto e as dificuldades relacionadas à falta de maturidade dos irmãos. Ele apresenta à Igreja, de forma muito pontual, o sentido da unidade para cumprirmos a missão. Historicamente, as instituições e a sociedade produzem personagens que se tornam heróis por seus feitos. Paulo traz um olhar diferente dessa realidade: ele aponta o caminho da cooperação, no qual Deus usa pessoas, mas é o Senhor e o responsável por tudo. O texto de I Coríntios destaca alguns aspectos muito interessantes da cooperação. Vejamos:

1 – Identidade para compreender a missão

Paulo plantou e Apolo regou, mas quem são os dois? Quem é maior: o que planta ou o que rega? Nenhum dos dois é alguma coisa; somente Deus, que dá o crescimento, é digno de destaque.

Trazendo essa reflexão para a realidade das Igrejas e da denominação, não existe alguém maior por causa do cargo ou da função que exerce. A grandeza não é medida apenas pelas obras realizadas, mas também pela unidade que promove o avanço do Reino de Deus aqui na Terra. Compreender nossa identidade em Cristo nos torna mais aptos a cooperar. Quando cada um entende sua parte no processo, chegamos mais longe.

Paulo teve o papel de plantar, e a plantação tem seu valor. Talvez algumas pessoas não consigam regar, mas, por meio de uma oferta, pode nascer um projeto de plantação. O campo missionário não é formado apenas por pessoas presentes no local onde se realiza uma plantação, uma revitalização ou outro projeto. Ele também conta com ofertas e adoções missionárias. Isso também vale para o desenvolvimento de líderes, a capacitação de novos obreiros e a oferta de ferramentas e outros recursos. Os recursos financeiros potencializam uma obra, e o trabalho conjunto contribui para aquilo que só Deus pode fazer.

Certa vez, estive em um concerto musical para acompanhar um espetáculo internacional. Ao chegar àquele ambiente, vi pessoas muito preparadas. Antes do início oficial, porém, parecia que os diversos instrumentos não se encaixavam para produzir um som perfeito. Quando o líder do grupo, que tinha a função de maestro, se posicionou e começou a reger a orquestra, estabeleceu-se uma perfeita harmonia entre os instrumentos e as vozes.

Fico pensando que somos como esses instrumentos: cada um tem um nome, produz um som e exerce uma função.Sozinhos, porém, não produzem a harmonia que podem alcançar juntos. Quando se unem sob a direção do maestro, tudo muda. O melhor de nós só pode ser produzido se estivermos unidos e obedientes à direção de Jesus, o Senhor da Igreja.Apesar de nossas diferenças, podemos ser melhores e mais fortes juntos. Longe da comunhão e da unidade, tornamo-nos presas fáceis do devorador e deixamos de cumprir a obra.

Compreendemos, por meio da vida de Paulo e Apolo, que nossa identidade em Cristo nos ajuda a entender a missão, cumprida por meio da cooperação. Outra verdade também se forma em nosso coração:

2 – O cumprimento da missão exalta Jesus

Todos nós somos cooperadores de Cristo. Cumprir a missão é nossa responsabilidade; não há mérito em nós nem para nós, mas a exaltação daquele que nos enviou. Paulo nos mostra que, depois de plantar e regar, a planta cresce e dá frutos. Esses frutos glorificam e exaltam o Mestre que nos enviou.

Compreender o foco é importante, pois, a partir daí, deixamos de buscar nossa própria exaltação e passamos a viver de forma graciosa, refletindo a graça de Deus por nosso intermédio. Minha oração é que nós, batistas brasileiros, compreendamos que a cooperação no evangelho nos leva além de um nome, de uma logomarca, de um patrimônio ou de uma história humana. Que nossa unidade revele Jesus ao mundo; que nossas mãos dadas e nossos corações unidos resultem na salvação das cidades; e que as vaidades,  os títulos e as filosofias caiam para que Jesus reine e seja glorificado em nós. 

Pr. Diego Bravim – Membro da PIB de Niterói – RJ / Diretor-geral da Convenção Batista
Fluminense

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