
“Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam.” (Salmos 115:4,8)
Hoje vamos falar sobre o tema polêmico do culto à personalidade — ou seja, a tentação de colocar pessoas em pedestais e dar a elas influência ou poder excessivo sobre nós.
Para enquadrar a discussão da maneira correta, precisamos voltar ao encontro de Moisés com Deus no Monte Sinai. Deus deu a Moisés os Dez Mandamentos para Seu povo obedecer. Esses mandamentos ainda desempenham um papel importante na vida do povo de Deus, embora alguns pareçam ter mais destaque do que outros.
À primeira vista, para alguns, o Segundo Mandamento pode parecer o menos necessário dos dez atualmente. Você encontra o segundo mandamento em Êxodo 20:4–5: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”.
Alguns podem argumentar que bezerros de ouro e outras imagens de escultura não são problemas do século XXI. E, embora seja verdade que a maioria dos crentes hoje não sinta a tentação de fundir ouro para criar bugigangas pagãs, o segundo mandamento continua extremamente relevante.
A realidade é que os ídolos vêm em todos os formatos e tamanhos, assim como as pessoas vêm em todos os formatos e tamanhos. Muitos crentes bem-intencionados caem na armadilha de transformar em ídolos pessoas que admiram.
Você já ouviu falar em ídolo do esporte? E em programas como o American Idol (Ídolo Americano)? É comum o uso de algumas expressões, como: “Aquela pessoa é um deus do esporte” ou “Eu idolatro essa pessoa. Ele é um deus da guitarra”. Mas, pelo modo como algumas pessoas olham para certos indivíduos, é possível que tenham feito de uma pessoa o seu deus.
Também podemos criar ídolos de pessoas dentro da igreja. Podemos transformar um homem ou uma mulher de Deus em ídolo — alguém que o Senhor usou para nos abençoar. Podemos começar a admirá-los em excesso. Mas aqui está o que precisamos lembrar a nós mesmos: essas pessoas são humanas, assim como nós. Elas vão errar. Elas vão nos decepcionar. Elas vão nos desapontar. Elas vão ceder à tentação. Elas vão lutar contra fraquezas em certas áreas de suas vidas.
O problema é que as pessoas se tornam semelhantes aos deuses que adoram. O Salmos 115 adverte: “Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. […] A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam” (versículos 4, 8).
A única pessoa que merece primazia em nossa vida é o Senhor. Somente Ele é digno da nossa adoração.
Por Greg Laurie













