sexta-feira, 11 de setembro de 2026
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Cinco lições de Fé sobre o 11 de setembro

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Foto: Reprodução.

Ao refletir sobre o 25º aniversário do 11 de setembro de 2001, penso não apenas no que aconteceu naquele dia terrível, mas também no que Deus pode nos ensinar ao lembrarmos desse evento, ajudando-nos a crescer espiritualmente.

Naquele dia, eu era jornalista da equipe do Crosswalk.com. Planejava ir ao escritório, mas decidi trabalhar de casa. Minha filha Honor estava na pré-escola, mas assim que ouvi os primeiros relatos, fui buscá-la e a trouxe para casa. Enquanto ela brincava por perto, eu trabalhava. Usei um modem discado para acessar a internet, acompanhei as notícias pela TV e interagia com pessoas na comunidade online do Crosswalk.com. Durante o dia e a noite, divulguei notícias em tempo real.

No início, havia muita incerteza. A notícia sobre aviões atingindo as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, era aterrorizante. Ainda não sabíamos o que aconteceria depois. Morando no norte da Virgínia, próximo a Washington, D.C., muitos de nós nos perguntávamos se terroristas poderiam atacar o Capitólio ou a Casa Branca – especialmente depois que um avião atingiu o Pentágono, logo após as torres serem atacadas. O medo e a confusão tomavam conta. Escrevi sobre a tensão e a incerteza que as pessoas da região enfrentavam enquanto tentávamos entender os acontecimentos.

Após o ataque ao Pentágono, o choque e o luto se espalharam, ao perceber que pessoas próximas haviam morrido. Mais tarde, soube que uma pessoa da minha igreja na época (Church of the Apostles, em Fairfax, Virgínia) faleceu no Pentágono. Seu nome era Angie Houtz, tinha apenas 27 anos e trabalhava lá como analista civil sênior da Marinha dos EUA. Embora eu não a conhecesse bem, lembrava de seu sorriso radiante e sabia de sua liderança no ministério The Grate Patrol, que preparava e servia refeições para pessoas em situação de rua em Washington, D.C. Ela usava seus dons e seu tempo fielmente para ajudar os outros durante o tempo que Deus lhe concedeu.

Lembrar do 11 de setembro e de pessoas como Angie nos faz lembrar como a vida pode mudar rapidamente. Também nos mostra que memórias dolorosas podem apontar para verdades importantes sobre Deus e como devemos viver. Se você lembra pessoalmente dos eventos ou conhece apenas como um marco histórico, veja cinco formas pelas quais relembrar o 11 de setembro pode nos aproximar de Deus.

1. Valorize o tempo que Deus nos dá

Uma das lições mais claras do 11 de setembro é que ninguém sabe quanto tempo tem para viver neste mundo. Naquela manhã, milhares de pessoas saíram de casa esperando um dia comum, com planos, trabalhos e compromissos. Para muitos, não houve um depois, pois suas vidas terrenas acabaram de repente. Isso não deve nos levar ao medo, mas nos inspirar a viver com propósito.

A Bíblia diz em Salmo 90:12: “Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos coração sábio”. Podemos fazer isso reconhecendo que cada dia é um presente de Deus. Nosso tempo importa. Relembrar o 11 de setembro nos leva a perguntas importantes: “Estou dedicando meu tempo ao que realmente importa? Estou dizendo às pessoas que amo que as amo, ou deixo para depois? Estou priorizando Deus na minha rotina? Estou usando meus dons e meu tempo para servir aos outros?”

Não precisamos fazer algo extraordinário todos os dias; apenas ser fiéis ao que Deus nos guia e agir conforme sua direção. Cada ato comum feito com amor, seja dando o melhor no trabalho, ligando para um amigo solitário, cozinhando para a família ou orando com os filhos pode cumprir propósitos extraordinários de Deus. Angie é um exemplo disso, jovem, mas já servindo regularmente aos necessitados.

Tiago 4:14 nos lembra que a vida é “névoa que aparece por um pouco e depois desaparece”. Essa realidade é dura, mas também libertadora. Todos temos tempo limitado. Portanto, usemos o hoje e cada dia da melhor forma possível!

2. Reconheça que Deus é soberano e pratique a humildade

Relembrar o 11 de setembro também nos mostra que não controlamos tudo, só Deus tem esse poder. Gostamos de planejar, acreditar que sabemos o que o amanhã trará, construir carreiras, economizar, planejar férias e estabelecer metas. Planejar é bom, mas 11 de setembro nos mostrou que tudo pode mudar rápido, o que deve nos levar à humildade.

Provérbios 27:1 diz: “Não se gabe do amanhã, pois você não sabe o que um dia pode trazer”. Humildade não é pensar mal de si, mas reconhecer que Deus é Deus e nós não somos. Não sabemos tudo, não controlamos o futuro, as pessoas ou as situações. Precisamos da ajuda de Deus sempre, especialmente quando tudo vai bem e pensamos que podemos resolver sozinhos. Relembrar o 11 de setembro nos lembra que nossa segurança está em Deus.

Claro, isso não significa que cristãos nunca passarão por tragédias. As pessoas que morreram no 11 de setembro não eram menos amadas por Deus do que as que sobreviveram. Jesus nos diz em João 16:33 que teremos problemas neste mundo, mas podemos confiar nele: “Tenho-vos dito isto para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Quando a tragédia nos atinge, nem sempre entendemos o que Deus faz, mas podemos confiar nele, conforme Provérbios 3:5-6: “Confie no SENHOR de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento”.

3. Pratique a bondade e o amor ao próximo

Após uma tragédia, as pessoas tendem a se unir. Vimos isso depois do 11 de setembro. Estranhos ajudaram estranhos de várias formas: doando sangue, ajudando vizinhos, e muito mais. Comunidades inteiras se uniram, e muitos que nunca se consideraram corajosos ou generosos descobriram maneiras de ajudar. Relembrar esse espírito nos desafia hoje. Muitas vezes, distraídos com nossos problemas, assumimos que alguém ajudará quem está em dificuldade. Mas Deus nos chama a agir com bondade sempre que possível.

Efésios 4:32 nos exorta: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo”. Deus nos dará oportunidades diárias para praticar a bondade. Podemos ouvir quem precisa desabafar, perdoar quem nos magoou e agir conforme Deus nos guiar para espalhar seu amor. O exemplo de Angie no The Grate Patrol é inspirador, pois ela tornou o serviço aos necessitados parte regular da vida, mesmo ocupada, e recebeu alegria enquanto abençoava outros.

Gálatas 6:10 diz: “Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos”. Temos oportunidades diárias, e não sabemos quanto tempo teremos. Quando Deus nos der uma chance de ser bondosos, não devemos hesitar.

4. Valorize cada vida como obra de Deus

Relembrar o 11 de setembro nos lembra do valor de cada vida. Cada uma das milhares de pessoas que morreram naquele dia foi criada e amada por Deus e tinha pessoas que as amavam. Angie era uma filha amada de Deus, assim como por sua família, amigos e colegas. Quando lembramos assim, percebemos que toda pessoa que encontramos é valiosa porque foi feita à imagem de Deus.

Gênesis 1:27 revela: “Deus criou o homem à sua imagem”. Isso inclui pessoas com quem concordamos, pessoas com quem discordamos, pessoas bem-sucedidas e as que enfrentam dificuldades. Jesus nos chama a amar todos, não apenas os fáceis de amar. Em Mateus 22:39, Ele nos ordena: “Ame o seu próximo como a si mesmo”.

Lembrar o 11 de setembro pode mudar nossa visão sobre as pessoas ao redor: o irmão na igreja, o caixa da loja, a pessoa em situação de rua, e até aqueles difíceis em nossas vidas são valiosos para Deus. Ele quer que também os amemos.

5. Leve seus medos e tristezas a Deus

O 11 de setembro trouxe enorme medo e dor para a vida dos americanos. Muitos perderam entes queridos; outros, a sensação de segurança. As feridas emocionais perduram até hoje. Mas a Bíblia nos consola em Salmo 34:18: “O SENHOR está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido”.

Que promessa maravilhosa! Deus não nos diz para não termos medo ou tristeza, mas promete estar conosco nesses momentos. Ele luta contra o medo ao nosso lado e nos ajuda no luto. Podemos levar a Deus nossas memórias dolorosas e compartilhar nossos sentimentos com sinceridade. Também podemos apoiar quem enfrenta medo e tristeza. Felizmente, a morte não é o fim para quem crê em Jesus. Em João 11:25, Ele afirma: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim viverá, ainda que morra”.

Essa promessa não elimina a dor da perda, mas nos dá esperança além da morte. Hoje, 25 anos após o 11 de setembro, podemos lembrar das vidas perdidas sem sermos dominados pelo medo. Podemos chorar com esperança e louvar a Deus, pois Ele nos dá esperança. Nossas lembranças de medo e dor, do 11 de setembro e de outras dificuldades, podem nos aproximar do Deus que está perto dos que têm o coração partido.

Em conclusão, embora lembrar o 11 de setembro seja doloroso, é também significativo. Isso nos lembra de usar bem nosso tempo, andar humildemente com Deus, praticar a bondade, valorizar cada pessoa e levar nossos medos e tristezas a Deus. Honremos aqueles que partiram naquele dia histórico vivendo com mais fidelidade, conforme Deus nos guiar!

Crédito — Crosswalk — texto adaptado.

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