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Integridade no Falar

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Integridade significa que a luz está brilhando no interior porque a pessoa (ou o grupo) possui um coração honesto, uma mente honesta e uma vontade honesta.[1] O que Jesus ensina em Mateus 7.21-23? Nem todo aquele que diz: “Senhor, Senhor”, entrará no Reino dos céus. Professar o nome Senhor significa um compromisso total com Ele, fazer a Sua vontade. É algo extremamente sério. 

Deus quer que sejamos santos[2] em todo o nosso procedimento, 1 Pedro 1.16. O nosso falar deve ser santo. Somos filhos de um Deus Santo. A santidade faz parte de nossa natureza divina.  

Neste estudo sobre a integridade no falar, desejamos apresentar três pontos muito relevantes: a integridade no falar tem a ver com um coração puro; tem a ver com a mente santificada e surge de uma profunda experiencia com Cristo Jesus.

INTEGRIDADE NO FALAR TEM A VER COM UM CORAÇÃO PURO, Salmos 51.10; Mateus 12.34.

Do coração procedem as saídas (sentimentos, intenções, pensamentos) da vida. Por esta razão, ele deve ser guardado ou preservado, Provérbios 4.23. Precisamos redobrar a atenção sobre o que devemos falar, expressar. O Senhor Jesus foi taxativo em relação ao coração, Mateus 12.34; 15.19,20.

O coração é a sede da personalidade. Sabemos que o coração e a razão devem ser parceiros nas decisões. Deve haver equilíbrio.

INTEGRIDADE NO FALAR TEM A VER COM UMA MENTE SANTIFICADA, Filipenses 4.8

Nós temos a mente de Cristo, 1 Co 2.16. O nosso coração e a nossa mente foram purificados pelo sangue de Jesus, 1 João 1.7.

A nossa mente é a sede do pensamento, da razão. Ela precisa ter o tempero do coração, do sentimento genuíno. O nosso coração deve ser inteiro. O cristão genuíno não possui nem a mente e nem o coração dividido.

O nosso falar deve ter como critério tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável; tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai, Filipenses 4.8. Esses elementos formam uma peneira muito eficaz, especialmente em nossas decisões.

O nosso falar deve ser fruto de um pensamento coerente, claro, lúcido, saudável, criativo, proativo e santo.

INTEGRIDADE NO FALAR SURGE DE UMA PROFUNDA EXPERIENCIA COM CRISTO JESUS, Tiago 1.26.

Qual foi a atitude de Pedro e João diante do Sinédrio? (At 4.19,20). Eles foram corajosos a partir de um compromisso com Cristo às raias da morte. Cristo era mais importante do que suas próprias vidas. Eles conheciam o princípio de Mateus 16.24-27: negar-se a si mesmo e tomar a cruz.

O que Jesus ensinou em Mateus 5.37? A nossa palavra deve ser sim, sim; não, não; o que disso passar, é de procedência maligna. Na contramão da religião como sistema que favorece a hipocrisia, Jesus ensinou a sinceridade, a autenticidade, a coerência.  

Tiago deixa muito claro a relação entre o meu ser espiritual com o meu falar, com o uso da minha língua, Tiago 1.26. Somos responsáveis pelo que proferimos, Mateus 12.36,37.

Na arena das línguas transformadas, “a nossa luta não é contra o sangue e a carne”, mas contra uma hierarquia organizada de poderes satânicos, Efésios 6.12 [3]

Uma pessoa íntegra não é dividida (o que é duplicidade) nem fingida (o que é hipocrisia). É inteira; a vida é harmoniosa e todas as coisas operam em harmonia. Pessoas de integridade nada têm a esconder e nada temem. Suas vidas são livros abertos. São inteiras. Eis como Jesus descreveu integridade, Mateus 6.19-24. [4]

As palavras podem confundir, embaraçar e machucar. Por outro lado, elas têm o poder de curar, encorajar, ajudar e ensinar. Infelizmente, se não estivermos sob o controle do Espírito Santo, nossas palavras mais ferem do que curam. [5]

O nosso falar deve sempre passar pelo critério dos ensinos do Senhor Jesus. O que e como falamos devem estar sob o crivo do Espírito Santo. Uma vida cheia do Espírito Santo revela o fruto do Espírito, Gálatas 5.22,23.

A integridade em si tem a ver com o funcionamento integrado de todos os aspectos do caráter. Eles são interdependentes e dificilmente um funciona bem sem os outros. [6]

Devemos sempre ser íntegros em todo o nosso proceder. Não permitamos falar coisas que prejudiquem o próximo. Que o nosso falar glorifique o nosso Pai que está no céu.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob


[1]WIERSBE, Warren W. A Crise de Integridade. São Paulo: Editora Vida, 2ª. Impressão, 1989, p. 17.

[2] JACOB, Oswaldo Luiz Gomes. Como santos, nós somos separados para fazermos toda a vontade de Deus em Cristo Jesus. Os santos são semelhantes a Cristo Jesus. São identificados com Cristo em Sua morte e em Sua ressurreição. Os santos foram salvos e purificados pelo sangue de Cristo e selados com o Espírito Santo da promessa, Efésios 1.13,14. Os santos são pessoas diferentes para fazerem toda a diferença neste mundo. Os santos têm prazer em Deus e vivem debaixo de Sua soberania. A sua vida é de integridade à semelhança de Cristo Jesus, Senhor e Salvador. Os santos foram crucificados, mortos e ressuscitados com Cristo.

[3]STOWELL, Joseph W. O Controle da Língua. O Espírito Santo pode refrear a sua língua. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1988, p. 12.

[4] Ibidem, p.14.

[5] Ibidem, p. 9.

[6] CLOUD, Henry. Integridade. A coragem de enfrentar as demandas da realidade. São Paulo: Edições Vida Nova, 2011, p. 156.

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
Colunista deste Portal 

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