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Salvos exclusivamente pela graça

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Foto: Reprodução.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9)

Uma das maiores diferenças entre o evangelho e todas as religiões criadas pelo homem está na resposta à seguinte pergunta: como um pecador pode ser aceito por Deus? Em praticamente todos os sistemas religiosos, a resposta envolve algum tipo de mérito humano. O homem deve fazer mais, esforçar-se mais ou tornar-se melhor para alcançar o favor divino. O evangelho, porém, apresenta uma resposta completamente diferente: Deus salva pecadores pela Sua graça.

A palavra graça descreve o favor imerecido de Deus. Ela nos lembra que a salvação não é conquistada, mas concedida. Ninguém pode apresentar diante do Senhor uma vida suficientemente pura, uma obediência perfeita ou uma quantidade de boas obras capaz de apagar seus pecados. Diante da santidade de Deus, todos somos igualmente necessitados de misericórdia. Por isso, Paulo afirma: “pela graça sois salvos”.

O apóstolo acrescenta que essa salvação é recebida “por meio da fé”. A fé não é o pagamento exigido por Deus nem uma virtude que mereça recompensa. Ela é a mão vazia que recebe aquilo que Deus oferece gratuitamente. Quem crê em Cristo deixa de confiar em si mesmo e passa a depender exclusivamente da obra realizada pelo Salvador. A fé não olha para os próprios méritos, mas para a suficiência de Jesus.

Paulo prossegue dizendo: “e isto não vem de vós; é dom de Deus”. A salvação é um presente divino do começo ao fim. Sua origem está na iniciativa de Deus, não na decisão do homem de tornar-se digno. Foi Deus quem planejou a redenção, enviou Seu Filho ao mundo, providenciou o sacrifício da cruz e oferece gratuitamente o perdão aos que creem. Tudo procede de Sua graça abundante.

O versículo seguinte elimina qualquer possibilidade de orgulho espiritual: “Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Se a salvação pudesse ser conquistada pelo esforço humano, sempre haveria espaço para comparação, vaidade e autoconfiança. Alguns poderiam dizer que fizeram mais do que outros e, por isso, mereceram o céu. Mas Deus estabeleceu um caminho em que toda a glória pertence a Ele. Diante da cruz, ricos e pobres, religiosos e irreligiosos, moralistas e grandes pecadores encontram-se na mesma condição: todos dependem da graça.

Essa verdade não diminui a importância das boas obras; apenas coloca cada coisa em seu devido lugar. As obras não são a causa da salvação, mas sua consequência. Logo após afirmar que somos salvos pela graça, Paulo declara que fomos “criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). O cristão pratica o bem não para tornar-se filho de Deus, mas porque já foi alcançado pela graça e deseja glorificar Aquele que o salvou.

A graça também oferece segurança ao coração do crente. Se a salvação dependesse do desempenho humano, ninguém poderia ter paz, pois sempre restaria a dúvida de ter feito o suficiente. Entretanto, quando ela repousa sobre a obra perfeita de Cristo, o pecador pode descansar na fidelidade de Deus. Aquele que entregou Seu próprio Filho para morrer em nosso lugar na cruz não falha em cumprir Sua promessa para com todos os que depositam sua confiança em Seu Filho.

Abandone qualquer tentativa de conquistar o favor de Deus por seus próprios méritos. Aproxime-se dEle reconhecendo sua total necessidade de Sua graça. Receba, pela fé, a salvação que Cristo conquistou na cruz e viva de modo digno desse maravilhoso presente, praticando boas obras em gratidão ao Senhor.

Sua esperança de salvação está fundamentada na graça de Deus ou, de alguma forma, ainda depende do que você acredita ser capaz de fazer?

Cleber Montes Moreira
Pastor da Igreja Batista de Vila Antunes, Cajati (SP)
Colunista do Portal

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