
Jesus deu aos salvos uma nova conceituação sobre Deus. O conceito de Pai. Pai que cuida dos seus filhos com profundo amor e dá sempre o melhor. Ensinou aos discípulos a dirigir-se a Deus com o Pai. “Pai nosso que estás nos céus,” que sabe o que precisamos antes mesmo de fazer-lhe o pedido. Logo, não há necessidade de longas orações e repetições para sermos atendidos. A oração deve ser objetiva e expressar confiança que o Pai sempre nos dá o melhor. Veste a natureza com flores multicoloridas, proporcionando aos seus filhos a oportunidade diária de se alegrar com os mistérios da criação.
No passado, a magnificência do universo levou o salmista a exclamar extasiado: “Quando vejo os teus céus”; a lua tão desejada pelo homem pecador, deturpada por seus anseios de sobrevivência e orgulho, sou obrigado a reconhecer: “que é o homem mortal para que te lembres dele?” Mas, como Pai, todos os filhos são lembrados e amados. Pai que se agradou em dar aos filhos redimidos pelo sangue de seu único Filho, o reino. Sem mérito algum, o que levou Paulo a escrever: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação” (2º Co 1.3-4). Qual pai humano pode ser comparado ao Pai das misericórdias? Misericórdias que se renovam a cada nova manhã sobre a vida dos seus filhos.
Ao levar-nos a pensar em Deus como Pai, Jesus tem com o objetivo que sejam pais presentes, sempre prontos a oferecer a nossos filhos o melhor. Acompanhá-los em cada etapa da vida. Dialogar com eles em uma relação que transcende as obrigações paternas normais, nem sempre cumpridas. Não abandonar os filhos, contentando-se com uma simples pensão mensal. Os filhos merecem mais do que pão material.
A sociedade moderna absorveu a mensagem maligna de que gerar filhos dá muito trabalho. Até mesmo salvos aceitam e praticam, como normal, a maligna filosofia insuflada pelo maligno. Filhos são bênçãos preciosas. Herança do Senhor na execução do projeto divino para a família. Dói na alma acompanhar o desespero das “mães solteiras”, que sozinhas carregam a dor do pecado cometido a dois. A produção independente estimulada pelas novelas, escritas por homens inescrupulosos, que usam a mulher como objeto de puro prazer, são as armas que Satanás tem usado para estabelecer o caos social. O desequilíbrio emocional e espiritual, até mesmo daqueles que se dizem cristãos, é alarmante. O pecado do endeusamento do corpo e o seu uso para fins pecaminosos cresce a cada novo dia. Precisamos de pais, homens, que cumpram o projeto divino. Pais que sirvam de referências para os filhos, especialmente para as filhas, que sejam homens de verdade. Foi o que Jesus desejou ao apresentar-nos Deus como Pai. Pai que ama, corrige e protege seus filhos, tendo como inspiração o verdadeiro Amor.
Por Julio Oliveira Sanches













