
Fala-se que Albert Schweitzer, o grande missionário alemão, costumava encantar seus hóspedes tocando lindas melodias ao órgão. Schweitzer havia se destacado em quatro carreiras diferentes: filosofia, medicina, teologia e música. Um dia, porém, deixou a fama e os ambientes requintados da Europa para construir um hospital em plena selva africana, onde passou o resto da vida.
Os poucos que visitavam o missionário no coração da floresta voltavam falando, admirados, dos acordes que ele conseguia extrair de um velho órgão que mantinha em seu hospital. O instrumento, terrivelmente desafinado, pesava três toneladas, e era forrado de zinco a fim de ser protegido da umidade e dos cupins. Feio e estropiado, parecia incapaz de produzir qualquer som agradável. Contudo – diziam os visitantes – quando os dedos de Schweitzer passeavam por suas teclas, parecia que o céu havia descido à terra. Em nenhum teatro do mundo poderiam ser ouvidos acordes tão belos.
A nossa vida é semelhante àquele órgão. Temos limitações e deficiências. Não parece haver muito o que esperar de nós ou de nossas realizações. Entretanto, quando tudo é colocado nas mãos de Deus, o Senhor opera maravilhas. Essa é a grande verdade a ser lembrada. Gerenciados por nós mesmos, a pressão e o estresse podem entristecer-nos, e, finalmente, nos arrebentar. No entanto, se os entregarmos ao Criador, ele os transformará no poder com o qual iremos mais longe do que poderíamos sonhar.
Pr. Marcelo Aguiar – Pastor da Igreja Batista em Mata da Praia, Vitória-ES











