quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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A Propósito das Eleições de 2026

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É impressionante como os candidatos a cargos eletivos têm uma prática nefasta de desconstrução mútua. Da mesma forma, os entrevistadores das redes sociais e mídias. Parece que as pessoas têm prazer em prejudicar, apontar os defeitos e desconstruir os concorrentes e postulantes a cargos públicos. Não se trabalha em termos de programas, projeto de país, melhoria da qualidade de vida da população, saneamento básico, projetos criativos de ensino fundamental e formação técnica, mas se leva para o lado pessoal, baixando o nível. Não se discute projetos de Estado, mas projetos pessoais, muitas vezes descolados das necessidades mais urgentes do povo. Há uma megalomania no DNA dos candidatos a cargos eletivos, muitos deles, politiqueiros de plantão. Estão mais preocupados com a boquinha nas casas legislativas e no poder executivo do que com as reais carências dos seus eleitores, dos problemas gigantescos do país. Esses políticos são de uma artificialidade que nos causa asco. É uma corja, com raras exceções, de morcegos sugando o sangue do Estado brasileiro, das instituições que servem o povo. Eles conseguem fazer dos incautos massa de manobra.

Temos visto pessoas despreparadas para os cargos eletivos. Estão mais comprometidas com a chegada ao poder para se beneficiarem, bem como articular cargos para os seus aparentados, do que servirem à nação. É vergonhoso constatarmos homens e mulheres despreparados, desbocados, dissimulados, violentos, abrutalhados, sem educação, desqualificados para representarem as casas legislativas, os governos estaduais e a presidência da República. Para cargos legislativos e executivos é preciso ter integridade, uma formação qualificada, competência, inteligência emocional e a capacidade de agregação com objetivos nobres. O Brasil não aguenta mais tanto amadorismo, incompetência e imoralidade de homens e mulheres que se apresentam para o pleito. Precisamos de um choque de valores.

O eleitor brasileiro, com raras exceções, não sabe votar. Vende a sua alma, o seu voto, a sua honra, a sua dignidade (se é que a possui) aos homens e mulheres fraudulentos, indignos de um cargo eletivo. Os políticos, como na Roma antiga, apreciam dar ao povo pão e circo; alimento e entretenimento. Eles anestesiam o povo com assistencialismo, sendo uma das suas especialidades. A corrupção, a bandidagem, a troca de favores, os comprometimentos corporativos, a mentira são traços muito claros dos políticos brasileiros. As eleições viraram um comércio e uma feira de vaidades. Os votos são negociados à luz do dia. Troca-se votos por pratos de comida, cestas básicas, cimento, tijolos, cargos e promessas à vontade. Causa-nos asco ver homens e mulheres gastando dinheiro pensando em recuperá-lo quando eleitos. Entristece-nos os lobbys presentes dentro e fora do Congresso, nas Câmaras estaduais e municipais, bem como nos governos municipais, estaduais e federal.

As eleições de 2026 estão sinalizando que o poder público está falido. Os poderes da República estão altamente inchados, perdulários, incompetentes e corruptos. O povo está sofrendo por não saber votar, escolher homens e mulheres íntegros e competentes, que pratiquem a justiça, amem a misericórdia e andem humildemente com o Senhor (Miquéias 6.8). Precisamos de uma revolução de princípios, de moralidade e uma gestão altamente qualificada. Como nação e estado brasileiros estamos a reboque. Qual será o nosso futuro? Como será o futuro dos nossos filhos, netos, bisnetos? Não podemos perder mais tempo. Precisamos de um remédio amargo para reconstruirmos o país. Torná-lo viável e consequentemente habitável. Um Brasil prazeroso de ser viver. Um Brasil que une solidariedade, respeito aos mais velhos, integridade, justiça social, respeito ao meio ambiente, desenvolvimento sustentável e tecnologia de ponta. Como precisamos criar uma cultura de projeto de Estado e não de governos! Projetos altruístas e não egoístas. Urge um movimento de união nacional, supra partidário. Precisamos de homens e mulheres que sirvam à nação. Sim, homens e mulheres que trabalhem com nobreza. Que optem por uma vida simples, sem aparato, sem mordomias.

Como nação, precisamos investir em creches e na escola integral, saneamento básico, moradia digna e confortável, aposentadoria digna, poupança interna robusta, dinheiro mais barato, saúde de altíssima qualidade e segurança eficiente e eficaz. Não nos esqueçamos de que “o bom é inimigo do ótimo”; e que “quem falha em planejar, planeja falhar”. O Brasil não aguenta mais tanto desmando, tanta desonestidade, incompetência, corrupção e violência. Precisamos ficar no topo da lista dos países com excelente qualidade de vida. Sim, pontuando o máximo em todos os quesitos do IDH (índice de desenvolvimento humano). O Brasil não suporta mais tanto esgoto a céu aberto, tantos lixões e tantas doenças oriundas da falta de excelência em saneamento básico e medicina preventiva.

O nosso nível de educação é baixíssimo. O Brasil segue entre os países com pior desempenho no Pisa, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A avaliação é feita a partir de uma prova aplicada em 91 países e economias a estudantes de 15 anos. Na última edição, de 2025, que teve seus resultados divulgados nesta terça-feira (8/9), o Brasil ficou em 52º lugar em leitura, 57º em matemática e 67º em ciências. Houve ainda, pela primeira vez, a avaliação de resolução de problemas computacionais, em que o Brasil ficou na 69ª posição (Fonte: BBC Brasil).

Nessas eleições, votemos com consciência de missão. Exerçamos a nossa cidadania com discernimento, competência e paixão pelo Brasil. Que o nosso intenso desejo seja a busca da excelência em tudo o que fizermos, inclusive o ato seríssimo de votar. Sim, votemos em homens e mulheres probos, íntegros, com valores éticos sólidos, apaixonados pelo Brasil, trabalhadores, visionários, competentes, estadistas, cultos e solidários aos que mais sofrem. Construamos juntos um país de vanguarda, uma nação respeitosa, que rechaça o errado, a corrupção, o jeitinho e as falcatruas dos homens e mulheres que não merecem o nosso voto. Conheçamos os programas de governo e sejamos criteriosos em nossas escolhas. O Brasil merece o excelente. Que Deus nos livre da mediocridade e nos conceda a excelência em tudo o que realizarmos. Honremos o que está escrito em nossa bandeira: ORDEM E PROGRESSO. Temos vivido a desordem, a corrupção nos três poderes da República e a estagnação. Que as eleições sejam um exercício saudável da nossa cidadania e uma demonstração inequívoca de amor à Pátria.

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
Colunista deste Portal 

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