
Assim como ocorreu no deserto, quando Moisés demorou a descer do Monte Sinai e o povo, impaciente, procurou Aarão para que fizesse “novos deuses” para que o adorassem, como no Egito acontecia, atualmente, existem “bezerros de ouro” que são idolatrados.
O termo hebraico para “imagem de escultura” é pesel, que se refere a algo esculpido ou cortado em materiais como madeira, metal ou pedra. Em Êxodo 20.4, 5: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura… Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus…”. E quantos “deuses” surgem no lugar do Senhor dos céus e da Terra!
No contexto de Israel, vindo pelo costume de uma a cultura politeísta no Egito, o mandamento descrito em Êxodo, visava impedir a adoração de outros deuses ou ídolos. O termo “diante de mim” implica uma exigência de adoração exclusiva, semelhante ao compromisso de um casamento, onde o amor e a atenção não podem ser divididos.
Podemos observar uma verdadeira “idolatria” a bens materiais, a líderes políticos e até religiosos, redes sociais, internet, jogos de azar ou games, seitas, dentre inúmeros outros que são adorados como um “deus”, substituindo àquele a quem, unicamente, devemos adoração: o nosso Deus.
O profeta Isaías 42.8, disse: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem o meu louvor às imagens esculpidas”. É impressionante como, hoje em dia, muitos têm adorado a outros ídolos sem ser o nosso Deus e o substituído descaradamente. Até mesmo por homens e mulheres que nada tem de cristão em suas palavras e atitudes, trazendo até mesmo heresias e difamações ao nome do Altíssimo.
O próprio Jesus já orientou, em Lucas 4.8: “Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darão culto”. Somente a Ele e a ninguém e nada mais. Não tem como adorar, idolatrar, ao homem ou às coisas.
O terceiro mandamento descrito em Êxodo 20.7: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” é algo bem sério, pois, quantas pessoas falam em nome do Senhor e não agem como se deles fossem. São uma vergonha para o seu nome para o mundo.
1 Coríntios 14.33a: “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz…”. E, assim, devemos agir, glorificando ao único que deve ser realmente adorado e não aos “bezerros de ouro” atuais que surgem para nos desviar do alvo de nossa adoração pura e verdadeira em nossa vida.

Rogério Araújo (Rofa), Colaborador d´O Jornal Batista – Diácono, escritor, professor, jornalista e bacharel em teologia (FABAT/STBSB).













