
“E, havendo atravessado a ilha até Pafos, acharam certo judeu mágico, falso profeta, chamado Barjesus […] Então o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor.” (Atos 13:6-12 — leia o texto completo em sua Bíblia)
Após serem separados pelo Espírito Santo para a obra missionária (Atos 13:2), Barnabé e Saulo partiram de Antioquia rumo à ilha de Chipre, levando consigo a mensagem da salvação. Pregaram nas sinagogas dos judeus, anunciando que Jesus é o Cristo. Em Pafos, a cidade mais ocidental da ilha, encontraram um homem chamado Elimas (também conhecido como Barjesus), que se apresentava como mágico e profeta, mas era, na verdade, um falso mestre.
Elimas exercia influência sobre o procônsul Sérgio Paulo, um governador romano descrito como homem prudente e desejoso de ouvir a Palavra de Deus. Contudo, o falso profeta tentou apartar o governador da fé em Cristo, tornando-se um instrumento de oposição direta à obra do Senhor.
Aqueles que pregam a Palavra sempre encontram resistência. Durante essa primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé enfrentaram diversas formas de oposição:
– Em Antioquia da Pisídia, foram perseguidos e expulsos pelos líderes judeus invejosos (Atos 13:45,50).
– Em Icônio, os incrédulos — tanto judeus como gentios e seus líderes — tentaram apedrejá-los (Atos 14:5).
– Em Listra, Paulo foi apedrejado e deixado como morto (Atos 14:19).
Desde os apóstolos até os nossos dias, o inimigo continua usando pessoas, sistemas e circunstâncias para tentar calar a voz do evangelho. Em Pafos, a resistência veio por meio de um encantador e falso profeta; hoje, manifesta-se através de ideologias, falsas religiões, filosofias humanistas e até desvios doutrinários dentro do próprio meio evangélico.
Há muitos “Elimas” ainda hoje — homens e mulheres que, movidos por engano, orgulho ou interesses pessoais, procuram afastar os ouvintes da verdade. Às vezes, vestem-se de piedade, falam em nome de Deus, mas pregam um falso evangelho (2 Timóteo 3:5). Outros se levantam nos meios acadêmicos, políticos ou midiáticos, tentando desacreditar a fé e banalizar o pecado.
Mas a Palavra de Deus sempre prevalece — a luz expõe as obras das trevas. De Paulo e Barnabé aprendemos preciosas lições sobre como lidar com a oposição:
1. Viver cheio e guiado pelo Espírito Santo (v. 9).
A força para enfrentar o mal não vem de nós, mas do Espírito de Deus que habita em nós. Somente uma vida submissa ao Espírito nos capacita a discernir o erro, combatê-lo e permanecer firmes na verdade.
2. Encarar a oposição com coragem (vv. 9-10).
Paulo não recuou diante de Elimas; ele o encarou firmemente. O servo de Deus não deve ser agressivo, mas também não pode ser covarde (2 Timóteo 1:7).
3. Repreender com autoridade e discernimento espiritual (vv. 9-10).
Paulo falou movido pela direção do Espírito, e não pela emoção. Ele chamou Elimas pelo que realmente era: “filho do diabo e inimigo de toda a justiça”. Quando a verdade é atacada, é preciso falar com autoridade espiritual e zelo pela glória de Deus.
A cegueira física que atingiu Elimas simbolizava sua cegueira espiritual. Deus mostrou que ninguém pode resistir à Sua Palavra impunemente. Aqueles que se levantam contra o evangelho acabam desmascarados e envergonhados, porque a verdade revela o engano e envergonha o enganador.
Assim também será com todos os falsos profetas e com aqueles que tentam impedir o avanço do evangelho. A luz de Cristo sempre prevalecerá sobre as trevas.
Reflexão:
– Temos agido com sabedoria e firmeza diante daqueles que tentam calar o evangelho?
– Temos enfrentado as resistências cheios do Espírito Santo, com fé e coragem?
– Reconhecemos que o poder não está em nós, mas na Palavra que pregamos?
O servo de Deus precisa estar preparado para a oposição. Sempre que a verdade é proclamada, o inimigo tenta semear confusão. Contudo, a vitória não está em nossa força, mas na submissão ao Espírito que nos capacita. O mesmo Espírito que encheu Paulo e Barnabé é o que habita em nós. Portanto, preguemos com ousadia, discernimento e fidelidade. O mundo pode resistir, mas jamais poderá prevalecer contra a verdade.
Pr. Cleber Montes Moreira













