
Todos temos as nossas insuficiências. No caso de alguns, elas são físicas – insuficiência renal, cardíaca, respiratória, etc. Na vida de outros, a insuficiência é financeira – incapacidade de pagar dívidas, de cobrir despesas, e assim por diante. Também poderíamos falar de insuficiência moral (no caso daquele que não consegue fazer o que sabe ser certo) e intelectual (com a qual nos deparamos ao encontrar problemas cuja solução está além da nossa capacidade de raciocínio). Existe ainda a insuficiência emocional (falta de estrutura psicológica para lidar com determinadas situações) e a insuficiência espiritual (incapacidade de relacionar-se com Deus de forma adequada). Seja qual for a nossa insuficiência, ela nos faz sentir frustrados, impotentes e vulneráveis.
Às vezes somos confrontados com nossos limites, ou nos deparamos com uma situação-limite. É quando precisamos fazer alguma coisa, mas simplesmente não somos capazes de fazer nada.
Ezequias, o rei de Judá, cunhou uma expressão curiosa para referir-se a esse tipo de situação. Quando soube que Jerusalém seria atacada pelo exército dos assírios (do qual não tinha como se defender), ele falou: “Este dia é dia de angústia, de castigo e de opróbrio; porque filhos são chegados à hora de nascer, e não há força para dá-los à luz” (Is 37.3). Insuficiência é isto: o reconhecimento de que algo precisa ser feito – de que a oportunidade passa, de que o desastre se aproxima – mas que não temos capacidade de fazer coisa alguma.
Por maiores e mais numerosas que sejam as nossas insuficiências, sempre podemos contar com o Senhor. Não há razão para desespero, porque Deus está conosco, e os seus recursos são ilimitados.
A mão do Senhor não está encurtada, nem o seu ouvido está agravado. Os depósitos celestiais não estão desabastecidos, e as prateleiras do céu não estão vazias. Podemos respirar fundo e seguir em frente, com coragem e esperança. “A nossa suficiência vem de Deus” (2 Co 3.5).
Pr. Marcelo Aguiar
Colunista deste Portal













