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Como termos nossas orações respondidas?

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Salomão havia acabado de dedicar o templo em Jerusalém. Na oração de dedicação, ele fez uma série de pedidos ao Senhor, clamando pela manifestação da Sua glória. No meio da noite, enquanto Salomão dormia, Deus apareceu ao rei e lhe respondeu com o texto que lemos hoje: que Ele concederia os pedidos feitos se as condições estabelecidas por Ele fossem cumpridas por Salomão e pelo povo.

Deus nos ensina que há condições para que nossas orações sejam atendidas e para que Sua graça seja derramada entre nós. Que condições são essas?

1. Nossa oração deve ser a expressão de uma busca amorosa

A maneira como nós oramos é importante. Orar significa “suplicar”, “apresentar uma causa diante de alguém maior”. Orar é colocar humildemente o nosso caso diante do Juiz Supremo. A verdadeira oração não são meras repetições de frases ou palavras, mas a intensidade da alma lançada aos pés do Todo Poderoso, tanto no templo, quanto na intimidade do lar.

Buscar significa “procurar com empenho”, “perseguir diligentemente”, “empenhar-se em encontrar”. Não é uma busca superficial, mas ativa e perseverante. No contexto do antigo testamento, significava voltar-se para o Senhor em adoração exclusiva, rejeitando os ídolos e práticas mundanas. Não era apenas uma busca por bênçãos, mas um desejo profundo pela presença de Deus e Sua vontade, aproximando-se dele com coração íntegro. Era algo prático e relacional que envolvia reorganizar a vida de acordo com a vontade de Deus, colocada como prioridade total e absoluta.

Oração e busca, juntas, revelam dependência espiritual e compromisso prático com Deus.

Para que nossas orações sejam respondidas, é necessário que entendamos que o Senhor espera de nós uma dependência total, baseada numa vida de oração e busca ardente pela Sua face, sabendo que somos falhos e limitados, necessitados dele para viver (João 15:5).

2. Nossa oração deve ser a expressão do nosso arrependimento

Aqui a palavra-chave é “se humilhar”. O verbo hebraico utilizado nessa expressão significa “dobrar-se”, “submeter-se”, “sujeitar-se”. Esse verbo frequentemente aparece em contextos de arrependimento diante de Deus ou de reconhecimento de pecados. Humilhar-se é colocar-se no pó da confissão, reconhecendo a culpa e suplicando por perdão. A confissão humilde é de suma importância para que nossas orações sejam atendidas, porque o nosso pecado impede a bênção e corrói nosso relacionamento com Deus (Isaías 59:1-2). Às vezes, não percebemos e nem sentimos a tragédia que o nosso pecado é e gera.

Pensamos que pode ser somente uma “pequena falha”, mas o Senhor nos ensina que, para que nossas orações sejam ouvidas, a nossa busca deve nos levar a reconhecer quem realmente somos diante da glória do nosso Senhor.

Subirá ao monte do Senhor aquele que tiver as mãos limpas e o coração puro (Salmo 24:3-5).

De que vale orarmos por avivamento se nós mesmos não estivermos limpos diante de Deus? Estão limpas as nossas mãos? É puro o nosso coração?

3. Nossa oração deve ser a expressão da nossa conversão

“Conversão”, no texto que lemos, é uma busca inconformada por uma mudança radical. É um sentimento de nojo pelo pecado que antes nos parecia natural, mas que nos leva a afastar- nos do Senhor e nos coloca sob Seu juízo.

O Senhor não espera de nós uma liturgia de culto, mas a inconformação do coração que se tornou templo do Espírito Santo, e, por isso, sente o que Jesus sente pelos pecados pelos quais Ele pagou na cruz do calvário. Cada pecado perdoado custou um alto preço. Se sentimos saudade do nosso pecado, é porque ainda não nos convertemos.

Para que tenhamos nossas orações respondidas, as brasas vivas do altar precisam não só nos purificar, mas gerar em nós um novo estilo de vida, com novos valores, nova alegria, novos desejos e novos sonhos, manifestando a mudança radical operada pelo poder do Espírito Santo em nossas vidas.

Pr. Paschoal Piragine Jr.

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