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Mais bem-aventurado é dar do que receber

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Foto: Reprodução.

Paulo, ao se despedir dos presbíteros de Éfeso, deixa um testemunho que vale como bússola para a vida cristã: Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber. Atos 20.35, ARA. Ele chama isso de “bem-aventurança”, isto é, um caminho de felicidade sólida, não superficial; uma alegria que nasce do céu e toca a terra.

Por que dar é mais bem-aventurado? Porque dar nos aproxima do coração de Deus. O Pai é o Doador por excelência: Ele não apenas concede coisas, Ele concede a si mesmo. Ele deu o Seu Filho por nós. O evangelho é a história do Deus que se entrega. Quando damos com amor, refletimos essa beleza divina. Receber é necessário e muitas vezes é graça; mas dar é participar do modo de ser do Senhor, que ama, sustenta, providencia e reparte.

Dar também é mais alegre porque quebra o poder do egoísmo. O pecado curva o coração para dentro, como se a vida se resumisse a proteger o próprio conforto. A generosidade, porém, abre janelas na alma: ela nos livra da ansiedade de reter, do medo de nos faltar, da prisão de pensar apenas em “meu”. Quando o cristão aprende a dar, descobre uma liberdade nova. Em vez de o dinheiro dominar o coração, o coração passa a governar o dinheiro. E isso é leveza.

Além disso, a alegria de dar é maior porque transforma o sofrimento do outro em alívio concreto. Paulo fala em “socorrer os necessitados”. Dar não é só transferir recursos; é ver, enxergar o irmão, notar a dor, e agir. Há uma alegria santa em ver lágrimas diminuírem, em saber que uma mesa foi posta, uma conta foi paga, um remédio foi comprado, uma família foi sustentada. Receber alegra por um momento; dar pode gerar gratidão que ecoa por muito mais tempo — e, muitas vezes, salva uma história.

Há ainda um motivo profundamente espiritual: dar ao Reino é mais bem-aventurado porque produz frutos eternos. O Senhor usa os recursos terrenos provisórios para realizar obras eternas. Quando contribuímos na igreja para os missionários, para a pregação e para a misericórdia responsável, estamos investindo onde o tempo não corrói. A oferta se torna culto, missão e amor em movimento. O que sai das mãos por obediência e alegria torna-se semente do Reino.

Por fim, dar é mais alegria porque nos faz confiar. O coração generoso aprende a descansar no cuidado de Deus. Assim, ele dá não por sobra, nem por pressão, mas por fé. E ao dar, experimenta a verdade: Deus é suficiente. A bem-aventurança do dar é a felicidade de quem encontrou o tesouro maior — e por isso reparte com alegria.

Pr. Glenio Fonseca Paranaguá

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