
Jesus em todo o Seu ministério viveu e agiu com justiça. Na verdade, Ele é a personificação da justiça do Pai. Em Seu sacrifício, Ele cumpriu toda a justiça de Deus Pai. Ele é o justo que deu a Sua vida por nós, injustos, para que nele fossemos feitos justiça de Deus (1 Pedro 3.18). Vivemos numa sociedade caracterizada pela injustiça porque não conhece o fundamento da justiça terrena que é a justiça de Deus revelada em Cristo Jesus. O Seu sacrifício na cruz aplacou a ira de Deus sobre nós. Os que tiveram uma experiência de crucificação, morte ressurreição com Cristo Jesus experimentaram a justificação, ou seja, foram declarados justos diante de Deus (Romanos 5.1-2; Gálatas 2.20).
Não somos auto justificados, mas justificados por Deus em Cristo Jesus. Não temos justiça própria, mas a que está em Cristo Jesus. O cristão genuíno, e não religioso, age com justiça tendo como fundamento a obra vicária de Cristo. Onde há um cristão autêntico há abundância de justiça, retidão. A nossa justiça não é meritória, mas conquistada por Cristo. O justo sempre viverá pela fé na suficiência de Cristo (Romanos 1.17; Habacuque 2.4). Justo é aquele que vive na retidão, na integridade; tem uma vida correta no pensar, sentir e agir. Uma pessoa justa é reconhecida como tal. Suas atitudes e seus atos revelam sua retidão, sua integridade que glorificam a Deus.
O conde Nicolau Zizendorf declarou: “Jesus, o Teu sangue e Tua justiça são minha glória, minha beleza; por entre mundos fulgentes, com estes ataviarei, e com júbilo a minha cabeça levantarei. Corajoso, no Teu grande dia me apresentarei, pois ninguém me atentará acusação; por teu sangue e Tua justiça estou absolvido – Do pecado e temor, da culpa e da vergonha”.
Como justos, por causa de Cristo, devemos viver uma vida irrepreensível como luzeiros no mundo (Filipenses 2.14-16).
As manifestações da justiça de Cristo são vistas quando ordenou: dai a César o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus (Mateus 22.21 ); quando deu o Seu veredito perante o julgamento injusto empreendido pelos escribas e fariseus à mulher apanhada em adultério, (João 8.1-11); quando ensinou Seus discípulos princípios do Reino de Deus (Mateus 5, 6 e 7); quando anunciou o julgamento do Pai em Mateus 25.31-46; quando multiplicou pães e peixes (Marcos 6.3-56); quando curou enfermos e libertou os cativos pelo diabo (Lucas 4.18-19). A vida de Jesus era perfeitamente justa. Como filhos do Deus justo, temos a Sua natureza e devemos sempre agir com justiça.
Jesus, nosso modelo de justiça nos ordena a irmos por toda a parte fazendo o bem (Atos 10.38); a falarmos sempre a verdade (João 17.17); agirmos com sinceridade; a sermos misericordiosos; a nos portarmos de modo compassivo com os que sofrem. Numa sociedade marcadamente egoísta, Ele nos ensina a ser altruístas.
Numa sociedade individualista, Ele nos ensina a vivermos a mutualidade cristã, sendo membros uns dos outros, vivendo intensamente a comunhão fraternal. Num mundo em constantes guerras, Ele nos ordena a promover a paz interior. Numa sociedade em que cresce assustadoramente a corrupção, Ele nos ensina a ser íntegros, corretos, coerentes, de uma só palavra.
Neste tempo de tanta marginalidade, crimes, violência, Ele nos ensina a viver uma vida pura, respeitosa, mansa, caracterizada pela paz no coração (João 14.27).
Somos discípulos de Jesus Cristo que é perfeitamente justo em todos os Seus caminhos. Ele nos desafia a amarmos os nossos inimigos, a bendizermos os que nos maldizem e a abençoarmos os que nos amaldiçoam. Ele quer que sejamos amorosos, humildes, mansos, com fome e sede de justiça, limpos de coração, pacificadores. Ele nos revela claramente que seremos perseguidos por causa da Sua justiça em nós (Mateus 5.1-12). Sigamos e sirvamos o Mestre, o nosso modelo perfeito de justiça.

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
Colunista deste Portal













