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Humildade: O caminho da sabedoria

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Foto: Freepik.

“O que ama a instrução ama o conhecimento, mas o que odeia a repreensão é estúpido.” (Provérbios 12:1)

Vivemos tempos difíceis, em que muitas pessoas não aprenderam a lidar com o contraditório, com frustrações e com limites. Basta uma palavra que contrarie para que logo se levantem reações de vitimismo, acusações ou até mesmo demandas judiciais. O que antes poderia ser entendido como uma brincadeira, hoje pode ser visto como ofensa. Estamos diante de uma geração de gente frágil, que não suporta ser contrariada, criticada ou ensinada; de filhos que não aceitam ser repreendidos.

Pior ainda, qualquer comportamento de rebeldia é logo justificado por diagnósticos ou rotulações, quase nunca atribuído ao caráter. Até mesmo o pecado tem recebido outros nomes, numa tentativa de suavizar sua gravidade. Em vez de tratar o pecador como alguém que precisa se arrepender diante de Deus, trata-o como um coitado que precisa apenas de cuidado emocional, o que o leva à autocomiseração — e tocar em suas feridas, mesmo para curar, é proibido!

Não é à toa que muitos chamam o nosso tempo de a geração do “mimimi”. Contudo, falar isso claramente já é considerado intolerância. Mas a Palavra de Deus não muda: quem ama a instrução, ama o conhecimento. Esse amor revela um coração disposto a melhorar. Buscar a sabedoria é um reflexo de caráter nobre, pois conduz a um viver elevado e a decisões mais acertadas.

Por outro lado, quem odeia a repreensão não apenas demonstra insensatez, mas revela orgulho e falta de disposição para amadurecer. A Bíblia é clara: odiar a repreensão é estupidez. Isso significa fechar o coração para aquilo que pode trazer crescimento.

O cristão, em especial, deve enxergar as críticas construtivas e as repreensões amorosas como oportunidades para se avaliar e crescer. Elas não são ataques pessoais, mas instrumentos que o Senhor pode usar para moldar nosso caráter. Como nos diz Andrew Robert Fausset: “o crente ‘ama a correção disciplinar’, não por si mesma, mas por causa daquilo que é seu efeito — ou seja, sermos feitos participantes da santidade de Deus”.

E mesmo as críticas injustas e as ofensas impiedosas podem servir como ferramentas de Deus para nos aperfeiçoar. Quando aprendemos a reagir com paciência e firmeza, transformamos a adversidade em oportunidade de fortalecimento. As forças contrárias não devem nos levar ao vitimismo, mas nos tornar mais fortes. Como disse Tiago: “Meus irmãos, tende grande gozo quando caíres em várias tentações; sabendo que a prova da vossa fé obra a paciência” (Tiago 1:2–3).

Por isso, vale a reflexão: Você é ensinável? Como reage quando alguém o corrige com fundamento bíblico? E quando é injustamente criticado, consegue crescer em maturidade em vez de se vitimizar?

Provérbios 12:1 é, portanto, um chamado à humildade. Amar a instrução e aceitar a repreensão não nos diminui — pelo contrário, nos torna mais sábios. O orgulho, o vitimismo e a recusa em ser corrigido são barreiras para o amadurecimento pessoal e espiritual. Quem rejeita a repreensão se isola da fonte do próprio crescimento.

Deus deseja formar em nós um coração humilde e ensinável. Amar a instrução é amar o processo de transformação que Ele realiza em nossa vida. Até mesmo as críticas injustas e as ofensas podem ser usadas pelo Senhor para moldar o nosso caráter. Em vez de nos vitimizarmos, devemos nos fortalecer em Cristo, permitindo que tudo contribua para nosso amadurecimento espiritual.

Pr. Cleber Montes Moreira

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