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Esperança viva em tempos caóticos

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Chegamos, pela graça de Deus, à porta de mais um ano. Ao olharmos para 2026, não é difícil perceber que o mundo está mergulhado em caos: guerras e rumores de guerras, polarização agressiva, crise moral, famílias feridas, corações exaustos. As manchetes quase nunca trazem boas notícias. Muitos começam o ano com mais medo do que esperança; com mais perguntas do que certezas. Como celebrar o Ano Novo em meio a tanta escuridão?

A resposta não está em previsões otimistas, nem em promessas humanas de melhoria. Nossa esperança está num acontecimento histórico concreto: a ressurreição de Jesus Cristo. É esse fato – e não o “clima” do mundo – que define o rumo da nossa vida e a firmeza da nossa fé.

Pense nos discípulos no dia escuro da crucificação. Naquela sexta-feira, tudo parecia perdido. O Mestre havia sido preso, humilhado, crucificado. A cruz, aos olhos deles, parecia o fracasso do Reino. Eles se trancaram num quarto, dominados pelo medo, pela culpa, pela frustração. Os sonhos pareciam mortos, o futuro, fechado. Quantas pessoas começam 2026 com uma sensação parecida: portas fechadas por dentro, coração trancado, dúvidas sufocando a fé.

Mas aquele domingo da ressurreição mudou tudo. O Cristo que eles viram morrer voltou a encontrá-los vivo, vitorioso, cheio de graça. A mesma cruz que parecia derrota se revelou o caminho da vitória. A tristeza deu lugar à alegria, o medo se transformou em coragem, a dispersão se converteu em missão. Eles continuavam num mundo difícil, perseguidor e injusto, mas agora tinham algo que o mundo não podia dar nem tirar: a certeza de um Senhor ressuscitado, presente e reinando.

É sob essa mesma verdade que nós entramos em 2026. Não sabemos o que os próximos meses trarão, mas sabemos Quem já venceu o pecado, a morte e o inferno. A ressurreição nos lembra que nenhuma sexta-feira de dor é a última palavra para o povo de Deus. Em Cristo, sempre há um domingo da ressurreição à vista.

E como o profeta Jeremias, em meio aos escombros e cacos de Jerusalem, nós nos enchamos de esperança e coragem. Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. Sim, como disse Thomas Brooks: “A esperança consegue ver o céu através das mais densas nuvens.” Que este novo ano seja vivido assim: com os pés firmes na realidade da cruz e os olhos erguidos para a vitória da ressurreição.

Que o Senhor encha o seu coração de paz em meio ao caos, de confiança em meio à incerteza e de contentamento em meio à instabilidade. Feliz 2026, debaixo do governo soberano daquele que vive, reina para sempre e voltará em glória: Jesus Cristo, nosso Senhor ressuscitado.

Pr. Glenio Fonseca

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