
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. (Salmos 46.1)
Essa verdade não é uma frase motivacional, tampouco uma tentativa de encobrir a dor com um verniz religioso. É uma afirmação firme, real e viva da parte de Deus. Quando o salmista escreveu isso, ele não estava num momento de estabilidade, mas em tempos de ameaça, conflito e insegurança. Ele falou com convicção, porque conhecia, por experiência, a presença ativa de Deus, mesmo nos dias mais escuros.
O Senhor não é apenas um refúgio futuro ou uma esperança para quando tudo melhorar. Ele é socorro bem presente aqui, agora, no meio da luta, na sala silenciosa do hospital, na madrugada de pranto, na fila do desemprego, no luto inesperado.
Um dos maiores enganos que o inimigo planta na mente do cristão é que Deus se afasta no momento da queda ou da dor. A vergonha, a fraqueza e o pecado fazem que muitos se escondam de Deus, como Adão no Éden. Mas o Deus da Bíblia vai ao encontro do homem quebrado.
Em Hebreus 13.5, Ele promete: Nunca te deixarei, jamais te abandonarei. O que há de mais precioso nessa promessa é o seu caráter absoluto. Deus não condiciona essa presença ao nosso desempenho espiritual, mas sim à Sua aliança de graça. Isso nos traz consolo.
Davi também escreveu: Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito. Salmo 34.18. A presença de Deus se revela de modo especial na dor. Ele não assiste de longe. Ele se envolve, consola, fortalece, sustenta. Quando você pensa que está só, o Espírito Santo Consolador está mais perto do que nunca. E, se Ele permite a aflição, é porque há algo ali que servirá para o nosso bem e redundará em Sua glória.
Deus permite a dor e, mesmo, o sofrimento para um propósito: moldar-nos, purificar-nos, fazer-nos crescer. Paulo disse: Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação. 2 Coríntios 4.17. O sofrimento não nos destrói, mas nos aproxima do nosso Salvador, aquele que sofreu primeiro por nós.
Como podemos aplicar isso em nossas vidas, principalmente, quando tudo parece sair do controle?
Pense em situações do dia a dia: a perda de um emprego; o diagnóstico de uma doença; a decepção de um relacionamento rompido; o cansaço da maternidade; a luta contra um pecado recorrente.; o medo de não dar conta das contas do mês. Nesses momentos, o natural é sentir-se abandonado, desamparado, até mesmo esquecido por Deus.
Mas é aí que essa verdade precisa ser trazida à memória: Deus é socorro bem presente.
Isso significa que Ele está atuando, mesmo quando não vemos. Ele está nos sustentando, mesmo quando estamos preste a cair. E, se cairmos, Ele pode nos levantar.
É justamente, nesses momentos, que a fé é provada. E essa prova não é para que Deus veja o que há em nós, Ele já sabe, mas para que nossa fé seja fortalecida em Cristo. A fé verdadeira, mesmo tremendo, se apega à promessa: Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
Temos inúmeros exemplos de homens e mulheres que serviram a Deus, mas ficaram angustiados, aflitos. O próprio Cristo, na sua aflição, confiou no Pai. Por que não confiaríamos nós, que fomos unidos a Ele pela fé? Ele foi abandonado, desprezado, sofreu o dano do pecado em nosso favor na cruz. Ele carregou o peso da ira de Deus para que você e eu pudéssemos experimentar a presença do Pai em toda e qualquer circunstância.
Spurgeon disse: Deus está tão perto de nós nas noites mais escuras quanto nos dias mais ensolarados.
Por Marcos Peixoto













