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Dados informam que há mais de cinco mil cristãos desparecidos do mundo

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Foto: Reprodução.

Mais de cinco mil cristãos foram sequestrados ou desapareceram, conforme dado da Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2023, elaborada por Portas Abertas. Esse número (5.259) representa um aumento de 37% em comparação à edição anterior do documento.

A maior parte dos casos de sequestros aconteceu na Nigéria: 89%. Em seguida, estão Moçambique, República Democrática do Congo e Iraque. Cada um desses países registrou mais de 50 raptos de seguidores de Jesus. “Essa é uma das maneiras usadas pelos perseguidores para silenciar líderes cristãos, aterrorizar comunidades e conseguir dinheiro”, alerta Portas Abertas.

Prisão

Na China, em Yunnan, o pastor Chang Hao foi detido em 14 de abril. A família permanece sem contato ou notícias. Segundo Portas Abertas, os advogados do líder cristão não conseguiram acesso ao cliente e nem ao menos aos documentos do caso.

Em 25 de julho, Chang Zhiling, filha do pastor, divulgou em rede social que as autoridades conduziram o caso ilegalmente. Ela ainda destacou que o “crime cometido” foi o de “provocar discussões e problemas”. A família pede que os irmãos na fé intercedam pelo líder cristão, principalmente pela saúde, já que ele é diabético.

Vale salientar que durante a prisão do líder religioso, a polícia confiscou dois celulares, um laptop, centenas de Bíblias e todos os livros cristãos. O pastor Chang Hao era dedicado na promoção da justiça social, além de cuidar das igrejas perseguidas na China, que ocupa o 16º lugar na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2023.

De acordo com Portas Abertas, a perseguição aos pastores chineses tornou-se comum. O objetivo é enfraquecer os cristãos que se reúnem em igrejas clandestinas.

Caso “especial”

O pastor Chang ficou impedido de receber visita dos advogados devido a uma ordem estabelecida por autoridades superiores. Segundo eles, o caso é de “natureza especial”. Portas Abertas explica que a impossibilidade de visitação do advogado ao réu é contra a lei chinesa. Está explícita na “Lei de Processo Penal” e no “Regulamento sobre Centros de Detenção”.

O caso do pastor Chang está em avaliação pela justiça. Isto porque não há provas contra o líder religioso. Por isso, necessitou de uma “investigação mais aprofundada”. No entanto, os documentos continuam restritos. E os defensores permanecem sem conseguir visita-lo, mesmo com o direito assegurado pela lei chinesa.

Fonte: Portas Abertas

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