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A rejeição ao verdadeiro evangelho

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Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. (Lucas 4.28-29)

Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo. Lucas 4.28-29 Jesus prega em uma sinagoga em Nazaré, mostrando que a salvação é para os cativos que necessitam de libertação (Lc 4.18), e que a graça de Deus também alcança os gentios que foram levados ao arrependimento e à consideração de que são indignos e miseráveis pecadores (Lc 4.23- 27).

Mas esses ouvintes queriam apenas os milagres de Jesus e não estavam dispostos a receber tais rótulos. Diziam: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos… (João 8.33). Não reconheciam Jesus Cristo como o Messias e não viam necessidade de um Salvador.

O Evangelho é ofensivo para o orgulhoso, e a verdade sobre a condição do pecador é sempre menos aceitável para o hipócrita religioso. A lição de Jesus foi demais para o orgulho nacionalista e autojustificador deles, e ficaram furiosos. Todos ali O rejeitaram e tentaram matá-Lo.

Apesar de o sermão não agradar ninguém daquela sinagoga, Jesus pregou o que precisava ser pregado: o verdadeiro Evangelho, que é aquele que coloca a boca do homem no pó, que acaba com o orgulho e crucifica o velho homem.

Hoje pregam o que as pessoas querem ouvir: milagres, curas, autoajuda e prosperidade. Mas a mensagem da cruz de Cristo é rejeitada por não ser palatável para a natureza egocêntrica do ser humano.

Nazaré seria o palco perfeito para os pseudopregadores da atualidade. São aplaudidos pela boa oratória, pelos “milagres” e pelas pregações humanistas e motivacionais, mas odeiam o confronto que a cruz de Cristo traz aos que afirmam querer seguir Jesus (Mt 16.24-26).

Esses ouvintes terminaram rejeitando a Palavra de Deus, a ponto de Marcos escrever que Jesus ficou admirado com a incredulidade deles (Mc 6.6), e Mateus registrar que Jesus não realizou muitos milagres ali por conta da dureza de seus corações (Mt 13.58).

Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se. (Lucas 4.30).

Está aí o milagre que tanto queriam: apesar de o encurralarem para jogá-Lo do precipício, Ele passou por entre eles. A Bíblia não explica como isso ocorreu, mas o motivo nós sabemos — Jesus não morreu ali porque Sua hora ainda não havia chegado. Havia um propósito na morte de cruz que incluía todo aquele que crê. Foi na cruz que Cristo morreu para nos crucificar com Ele e, posteriormente, ser ressuscitado pelo Pai para nos dar uma nova vida.

Temos pregado o Evangelho verdadeiro ou estamos diluindo e negociando a mensagem para não desagradar as pessoas? Que o Senhor tire todo o nosso amor-próprio e necessidade de boa imagem e conforto, para que preguemos sempre a verdade.

O Evangelho que não foi aceito em muitas sinagogas do passado continua sendo rejeitado por muitas “igrejas” de hoje. Cafarnaum viu milagres e não se arrependeu (Mt 11.23-24); Nazaré ouviu sobre o Messias da boca do próprio Messias e rejeitou.

E nós? Pela maravilhosa graça, ouvimos do Evangelho todo domingo — e esse é um milagre indizível, mas, com certeza, a responsabilidade também é maior. Que os nossos corações sejam sondados pelo Senhor, para sermos tratados e usados por Ele de maneira fiel.

Por Pedro Medeiros

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