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A soberania de Deus sobre as finanças – Parte 1

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Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. (Mateus 6.21)

Vivemos em uma geração que mede o valor do homem pelo que possui. O mundo ensina, ainda que de forma sutil, que “você é o que você tem”. Mas a Palavra de Deus confronta essa lógica desde a raiz, mostrando que o verdadeiro problema nunca foi o dinheiro em si, mas o lugar que ele ocupa no coração. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. (1 Timóteo 6.9-10).

Perceba: o texto não diz que o dinheiro é o mal, mas que o amor ao dinheiro corrompe o coração. Então, vale a pergunta: se hoje Deus olhasse para dentro de você, o que Ele encontraria — um coração rendido ou um coração apegado? Você serve a Deus… ou, no fundo, espera que Deus sirva aos seus planos?

A base de tudo começa aqui: Deus é o dono de todas as coisas. Não é uma opinião  teológica, é uma declaração divina. Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos (Ageu 2.8). Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e  os que nele habitam (Salmos 24.1).

Pense nisso: não existe “meu dinheiro” em sentido absoluto, existe apenas o que Deus confiou a você e a mim. Somos apenas mordomos das riquezas que o Senhor colocou em  nossas mãos. Se isso é verdade — e é —, então precisamos ajustar nossa mentalidade.

Mas pense com sinceridade: quando o salário/lucros entram na conta, qual é o seu primeiro pensamento? “Agora posso fazer o que eu quiser” ou “Senhor, como queres que eu administre isso?” Essa resposta revela muito mais sobre sua espiritualidade do que  qualquer discurso.

Davi entendeu isso profundamente: Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos (1 Crônicas 29.14).

Dar, nesse contexto, não era perder — era reconhecer. E aqui entra um ponto delicado: muitos dizem que colocariam Deus em primeiro lugar se tivessem mais. Mas a verdade é que quem não honra a Deus com pouco, dificilmente honrará com muito. Quantas pessoas  você já viu dizendo: “quando eu melhorar financeiramente, eu vou ajudar mais”? E quando melhora, o padrão de vida sobe… e Deus continua de lado…

A nossa vida financeira também é um assunto espiritual e, se somos filhos de Deus,  Ele também governa nossas finanças. Charles Spurgeon disse: “Se Deus é o dono de toda a  prata e de todo o ouro, como Ele mesmo declara, então o cristão não deve olhar para a sua carteira como um proprietário, mas como um tesoureiro que terá de prestar contas ao Rei. A  sua prosperidade não é uma medalha de mérito, é uma responsabilidade de administração.”

Continua…

Por Marcos Peixoto

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