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Santidade que anuncia Deus

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“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1 Pedro 2.9)

Na linguagem de Pedro, somos geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus. Isso não é pouca coisa! E temos uma missão: anunciar as grandezas daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Isso significa mais do que falar coisas sobre Deus. Envolve demonstrar por meio da vida os efeitos da presença de Deus. Como temos nos saído? Bem, a julgar por tão pequena relevância e impacto do grande número de igrejas nas cidades, talvez não estejamos nos saindo muito bem. Precisamos melhorar, todos nós. E melhorar só pode significar uma coisa: crescer em santidade. Porque santidade é a marca de quem está vivendo debaixo da graça de Deus. De quem está experimentando as grandezas daquele que tira das trevas e leva para a luz. Quando Jesus tocava um doente, ele ficava são. Quando Deus nos toca, somos santificados. Quanto mais nos toca, mais santificados somos. Mas precisamos considerar o que compreendemos por santidade e santificação. 

Stênio Marcius canta que a santidade é leve, muito leve. Concordo. Ela leve e simples. Ela é protagonista de um certo minimalismo, derivando de poucos elementos básicos: a fé, a esperança e o amor, sendo o amor o mais marcante deles (1 Co 13.13). A santidade é a veste que recebemos do Evangelho, das Boas Novas, que anunciam perdão e reconciliação. Somos perdoados e reconciliados com Deus, conosco, com os outros e com nossa história. A santidade é a reorientação de nossa compreensão sobre a vida. É tornar-se alguém que adora a Deus no fluxo natural da vida cotidiana, tanto quanto nos momentos especiais de devoção. É fazer tudo, seja comer, beber ou qualquer outra coisa, de modo que Deus seja glorificado (1 Co 10.31). A santidade é amorosa, sem duvida que é. Não pode deixar de ser porque Deus é amor (1 Jo 4.8). A santidade, por isso, torna nossa presença no mundo um dádiva, uma benção para as pessoas.

A santidade significa temperança, porque o amor é paciente e não se ira facilmente. Santidade é cooperar e não, competir, porque o amor não inveja. É humildade, porque o amor não se vangloria e não se orgulha. As pessoas não correm risco diante de pessoas santificadas, porque o amor não maltrata, não procura seus interesses, não guarda rancor. A santidade é compromisso e luta por justiça. E para ser justiça, precisa ser para todos. Não poderemos ver a injustiça na vida do nosso próximo e seguir felizes, sem indignação, pois o amor não se alegra com a injustiça. A santidade nos faz perseverantes, pois o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. A santidade é uma jornada eterna, pois o amor jamais acaba (1 Co 13.4-8). Santo, não é quem vê anjo, mas quem ama pessoas. Não é quem fala em línguas, embora possa falar, mas quem usa a língua para edificar, encorajar e reconciliar. Santifique-se! Seja santificado na comunhão com Deus. E outros naturalmente ouvirão e verão as grandezas de Deus em sua vida!

Pr. Usiel Carneiro

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